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Terça, 17 Março 2020

Agentes realizam abertura de imóveis fechados para combater Aedes

A região onde estão localizadas as estruturas visitadas possui índice elevado de infestação do mosquito

Agentes realizam abertura de imóveis fechados para combater Aedes

Agentes de endemias do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) realizaram, nesta terça-feira (17), inspeção em três imóveis que estavam fechados no bairro da Federação e que poderiam servir como possíveis geradores de foco do Aedes aegypti. A região onde estão localizadas as estruturas visitadas possui índice elevado de infestação do mosquito – pouco acima de 3%, de acordo com levantamento realizado este ano.

Os três imóveis vistoriados ficam próximos a um terreno baldio. Um funcionava como uma academia, outro como um estúdio de música e outro é residencial. Desde o início do ano, o CCZ recorreu a pontos comerciais da vizinhança para localizar os proprietários, sem obter sucesso. A medida, portanto, foi acionar uma empresa contratada pela Prefeitura para que um chaveiro abrisse as portas das propriedades. A ação também contou com a participação da Guarda Civil Municipal (GCM).

“Identificamos se há possíveis focos do Aedes para eliminá-los e fecharemos os imóveis de volta. Dentro de 60 dias retornaremos com um novo ciclo de visitas e, até lá, tentaremos contatar os proprietários para que eles mesmos mantenham a áreas inspecionadas. Não podemos estar a todo o momento abrindo esses imóveis”, disse a chefe do Setor de Informações em Zoonoses, Ana Galvão. Ela lembrou que, em breve, a Prefeitura deverá publicar uma portaria municipal que estipulará as sanções e penalidades a proprietários de imóveis abandonados, conforme já anunciado pelo prefeito ACM Neto

Segundo o Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), realizado na primeira semana de janeiro, o Índice de Infestação Predial (IIP) na capital baiana é de 2,3%, ou seja, a cada 100 imóveis visitados, pelo menos dois possuem focos do mosquito. “No caso de áreas como essas da Federação, estamos tentando identificar o porquê desse aumento. Há diversas causas, às vezes é um terreno baldio, imóveis fechados e depósitos”, complementou Ana.

Intensificação – Neste cenário, a Prefeitura tem atuado com a intensificação de estratégias para o enfrentamento ao Aedes. Um trabalho conjunto da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e Empresa de Limpeza Urbana (Limpurb) tem promovido o trabalho de limpeza nos bairros, com maior atenção onde há foco.

A chegada do outono também traz um alerta, já que é nessa estação que ocorre os períodos mais intensos de chuvas na cidade. “O Ministério da Saúde prevê aumento dos casos de arboviroses (dengue, zika e chikungunya) pra abril e maio, assim como várias outras doenças como leptospirose e, agora, o coronavírus. Ou seja, um aglomerado de doenças que a população pode ajudar a combater adotando práticas e medidas que a Prefeitura, através da SMS, preconiza”, reforçou a chefe do Setor de Informações em Zoonoses.

Em relação do combate ao Aedes aegypti, mesmo com o intensivo trabalho realizado pela Prefeitura, o maior agente de combate ao mosquito continua sendo a população, que pode evitar água parada em recipientes abertos. Quem quiser denunciar imóveis em situação de abandono pode acionar o Fala Salvador, pelo telefone 156 ou site www. fala. salvador. ba. gov. br.

Foto: Bruno Concha/Secom

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