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Sexta, 05 Julho 2019

Centros POPs atenderam cerca de 2.300 pessoas em situação de rua em 2019

De acordo com o secretário municipal de Promoção Social e Combate a Pobreza, Leo Prates, no segundo semestre de 2019, a Prefeitura pretende entregar um novo Centro POP

Centros POPs atenderam cerca de 2.300 pessoas em situação de rua em 2019

Os quatro Centros de Referência Especializados para a População em Situação de Rua (Centros POP) da capital baiana, administrados pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Sempre), atenderam 2.297 pessoas no primeiro trimestre de 2019. Do total, 666 pessoas ingressaram no serviço pela primeira vez neste período. Os dados são da Diretoria de Proteção Social Especial da Sempre.

Os serviços ofertados nos centros são portas de entrada para a Política de Assistência Social prestada à população em situação de rua. O sistema constitui um espaço de referência para o convívio grupal e social, contribuindo também para o desenvolvimento das relações de solidariedade, afetividade e respeito, com foco no protagonismo social do indivíduo, com a finalidade do desenvolvimento de um novo projeto de vida.

De acordo com a Diretora de Proteção Social Especial da Sempre, Juliana Portela, dentre as ofertas de serviços nos Centros POP destacam-se: acolhida, atendimento individualizado, atividades em grupo, oficinas, guarda de documentos e/ou pertences e encaminhamentos à rede socioassistencial. “Estes equipamentos proporcionam um espaço de construção para um convívio social saudável”, salienta Portela. Atualmente, Salvador conta com quatro unidades, localizadas nos bairros de Itapuã, Pau da Lima, Vasco da Gama e Dois de Julho.

Perfis - Referente ao perfil da população em situação de Rua que acessou os Centros Pop no primeiro trimestre de 2019, um dado a ser considerado é o de “origem”, uma vez que a maioria é constituída por pessoas oriundas do próprio município de Salvador. “Fato que chama atenção por se diferenciar de dados históricos ligados à população em situação de rua que eram, em sua maioria, originárias de outras cidades, sobretudo, do interior”, explica Juliana Portela.

No quesito raça/cor, a maior predominância é da população negra, composta por pessoas que se declararam pretas e pardas. Aponta-se, ainda, que 38% das pessoas em situação de rua atendidas declararam fazer uso frequente de drogas ilícitas, sendo o crack a substância mais utilizada. Quanto ao perfil dos usuários nos quesitos sexo e idade, verifica-se um predomínio de pessoas do sexo masculino e de idade entre 18 a 39 anos.

Encaminhamentos - Segundo Juliana Portela, após a verificação da demanda de cada usuário atendido no Centro Pop, são realizados encaminhamentos à rede socioassistencial, órgãos do sistema de Justiça e garantia de direitos e demais políticas públicas. Durante o primeiro trimestre de 2019, os Centros Pop, realizaram 504 encaminhamentos. A maior demanda das pessoas atendidas se dá por meio de solicitação de vaga em unidade de Acolhimento Institucional (UAI), e o maior número de encaminhamentos realizados no período foi para inserção/atualização junto ao Cadastro Único, que direcionou 132 pessoas para benefícios como o Bolsa Família.

Novo - De acordo com o secretário municipal de Promoção Social e Combate a Pobreza, Leo Prates, no segundo semestre de 2019, a Prefeitura pretende entregar um novo Centro POP. A unidade funcionará na Avenida Djalma Dutra. Também no segundo semestre do ano, a Sempre entregará a primeira Casa Municipal de Acolhimento para pessoas LGBT de Salvador, com a capacidade para receber até 25 pessoas em situação de rua e vulnerabilidade social, com investimento de R$ 1,4 milhões.

“Estamos fazendo o maior investimento da história de Salvador direcionado a esta população, que são, sem dúvidas, as pessoas que mais precisam do nosso trabalho. Não mediremos esforços para, que até o fim da gestão do prefeito ACM Neto, diminuir estes números, com ações, projetos e investimentos que visam, sobretudo, a geração de oportunidades, nos antecipando às necessidades, com ações preventivas, para que as ruas não sejam mais opção de moradia para nossas pessoas”, destaca Prates.

Fotos: Jefferson Peixoto/Secom

 

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