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Terça, 16 Julho 2019

Esforço da Prefeitura impede reaparecimento de casos de sarampo em Salvador

O sarampo é uma doença potencialmente grave. Em gestantes, pode provocar aborto ou parto prematuro

Esforço da Prefeitura impede reaparecimento de casos de sarampo em Salvador

Apesar de avançar em várias partes do mundo e também em capitais do Brasil, não há casos recentes registrados de sarampo em Salvador, graças ao trabalho preventivo feito pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). A Diretoria de Vigilância a Saúde da pasta tem acompanhado o monitoramento de unidades de emergência, hospitalares e terminais de passageiros, além de realizar o trabalho de conscientização da população sobre a importância da vacinação oferecida na rede pública.

Esse trabalho preventivo também foi feito durante a Copa América, sobretudo em função da chegada de turistas brasileiros e estrangeiros à cidade. No Brasil, que sempre foi referência no combate à doença, já foram confirmados, até o dia 28 de junho, 142 casos em sete estados: São Paulo (66), Pará (53), Rio de Janeiro (11), Minas Gerais (4), Amazonas (4), Santa Catarina (3) e Roraima (1).

“Existe o risco da circulação do vírus em nossa cidade neste período do ano devido ao aumento de circulação das pessoas, tendo em vista as festas juninas, as férias escolares, e este, ano a Copa América. Por isso, estamos atentos e realizando ações que evitem a introdução e disseminação da doença no município", destaca Doiane Lemos, subcoordenadora de Doenças Imunopreviníveis da SMS.

Vacina - "Porém, a população também precisa fazer sua parte. No há motivos para correr riscos, uma vez que temos a vacina, oferecida gratuitamente pela Prefeitura, em cerca de 130 postos de saúde. A imunização continua sendo a melhor forma de prevenção”, acrescentou a subcoordenadora.

Para a Copa América, a SMS convocou para serem imunizados todos os profissionais que atuariam no evento, sobretudo na área turística. O objetivo foi o de evitar a disseminação não apenas do sarampo, mas de todos os tipos de doenças infectocontagiosas imunopreviníveis na capital. Vale lembrar que a Bahia não tem um caso de sarampo autóctone, quando o vírus é contraído no mesmo local, há 20 anos.

A doença - O sarampo é uma doença infectocontagiosa provocada por um Morbilivirus e transmitida por secreções das vias respiratórias, como gotículas eliminadas pelo espirro ou pela tosse. O período de incubação, ou seja, o tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas, é de cerca de 12 dias, mas a transmissão pode ocorrer antes do aparecimento dos sintomas e estender-se até o quarto dia depois que surgiram placas avermelhadas na pele.

O sarampo é uma doença potencialmente grave. Em gestantes, pode provocar aborto ou parto prematuro. Os sintomas iniciais apresentados pelo doente são: febre acompanhada de tosse persistente, irritação ocular, coriza e congestão nasal e mal-estar intenso.

Após estes sintomas, há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés, com duração mínima de três dias. São comuns lesões muito dolorosas na boca. A doença pode ser grave, com acometimento do sistema nervoso central, e pode complicar com infecções secundárias, a exemplo de pneumonia, podendo levar à morte.

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