Notícias

Quinta, 05 Setembro 2019

III Simpósio de Saúde Mental reúne profissionais para discutir sobre prevenção ao suicídio

O encontro em alusão ao Setembro Amarelo promovido pela Prefeitura, por meio da Coordenadoria das Redes de Atenção à Saúde Psicossocial, vinculada à Secretaria Municipal de Saúde (SMS)

III Simpósio de Saúde Mental reúne profissionais para discutir sobre prevenção ao suicídio

Segundo dados do Ministério da Saúde divulgados em 2017 pelo Boletim Epidemiológico, estima-se que, anualmente, mais de 800 mil pessoas morram no mundo por suicídio. Como forma de discutir a prevenção do suicídio e as questões que permeiam a temática, profissionais da rede municipal e usuários do serviço participaram nesta quinta-feira (5) do III Simpósio em Saúde Mental, no auditório do Ministério Público da Bahia, no bairro de Nazaré.

O encontro em alusão ao Setembro Amarelo promovido pela Prefeitura, por meio da Coordenadoria das Redes de Atenção à Saúde Psicossocial, vinculada à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), teve como tema principal “O suicídio: Falar sempre é a melhor solução, ouvir é uma arte”.

Na oportunidade, estiveram presentes profissionais como psiquiatra, terapeuta ocupacional e psicólogos, que discutiram temas como o suicídio infanto-juvenil e entre a população LGBTQI+, e o papel do Ministério Público diante das políticas de prevenção na infância e adolescência.

Para o coordenador de Saúde Mental da SMS, Allann Carneiro, o crescimento do número de pessoas tentando suicídio reforça a necessidade de falar e buscar meios para cuidar da saúde mental coletiva.

“A saúde mental é um tema complexo, multifatorial que precisa de uma atenção especial. Diversas questões impulsionam as pessoas ao sofrimento intenso a ponto de pensar na morte. Esse encontro é justamente para debruçarmos sobre o tema e discutir possibilidade de cuidados, provocando e levantando questões de ordem prática que possam promover a prevenção e os cuidados para que com essa situação, possamos evitar que cidadãos morram por conta desse sofrimento”, afirmou

Responsável por ministrar a palestra “Suicídio infanto-juvenil: como prevenir e tratar?”, o psiquiatra Ivan Araújo aproveitou o momento para, junto aos presentes, entender o que tem levado o aumento dos casos e discutir como pode ser melhor realizado o cuidado em rede.

“Suicídio é um tabu. E estamos falando de uma forma de sofrimento muito grave. A identificação precoce, para que não chegue aos casos mais graves, ajuda bastante a mudar esse quadro. Esse momento é de grande importância pois vamos trocar experiências e conhecimentos para discutirmos o que pode ser feito para melhor atender a população”, declarou.

Intervenção - As “possibilidades de intervenção diante do comportamento suicida”, foi abordado pela psicóloga Ariane Vasconcelos, que, dentre diversos itens, tratou de assuntos como a importância do papel da escola e da família, além de como proceder em situações de emergência como a tentativa de suicídio, assim como os primeiros socorros e os encaminhamentos que devem ser feitos.

“O primeiro fator a tratar é a prevenção. É importante orientar as pessoas para que possam lidar da melhor forma com essa situação. Quanto mais falar sobre suicídio deixar de ser um tabu, mais pessoas serão beneficiadas com o acolhimento e com o ouvir sem julgamento. Falar sobre o suicídio previne e ajuda a inibir o ato, pois a pessoa consegue externalizar esse sentimento e, a partir daí, ter uma rede de apoio que o atenda e ajude. Quanto mais cedo a pessoa procurar ajuda, maiores são as chances que esse problema não seja desenvolvido ao fator de risco”, contou.

Dados - Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é um indicador de mortes evitáveis que ocorre durante todo o curso de vida e foi a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos em todo o mundo no ano de 2016.

Fotos: Bruno Concha/Secom

Deixe um comentário

Faça login para poder comentar. Login opcional abaixo.

Facebook

Twitter

Boletim Informativo

*Campos Obrigatórios

Instagram