Projetos de Lei

Denomina de Monsenhor Gaspar Sadoc logradouro

PROJETO DE LEI Nº 280/2016

“Denomina de Monsenhor Gaspar Sadoc, um logradouro público desta Cidade”.

A CÂMARA MUNICIPAL DE SALVADOR

DECRETA:

Art. 1°. O logradouro nº .................., que tem início ........................, codlog nº ........., cujas coordenadas UTM DATUM SAD 69 ZONA 24 são: iniciais X – ..................., Y – ..................., Folha Sicad ................., passa a ser denominado Monsenhor Gaspar Sadoc.

PARÁGRAFO ÚNICO – A planta de localização de Logradouro integra o corpo da Lei.

Art. 2º. As despesas da presente Lei correrão por conta da verba do orçamento vigente.

Art. 3º. Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação.

JUSTIFICATIVA
Monsenhor Gaspar Sadoc da Natividade nasceu em Santo Amaro da Purificação, Bahia, em 20 de março de 1916, filho de José Porcino da Natividade e Esmeralda da Natividade, naturais de Santo Amaro, ele operário, ela doméstica.

A vocação eclesiástica começou pela admiração a um sacerdote chamado João de Deus, muito simples e muito estimado. Aos 10 anos terminou o primário sob a orientação de uma professora leiga: Maria do Carmo Guimarães. Passou rapidamente no Ginásio Santamarense, e aos 12 anos entrou no Seminário, o antigo Seminário de Santa Teresa, na Rua do Sodré, hoje Museu de Arte Sacra. Fez aí os cursos de Filosofia, de Teologia, e de Direito Canônico. Foi ordenado sacerdote, no dia 30 de novembro de 1941, pelo Arcebispo Dom Augusto Álvaro da Silva, em solenidade realizada na Catedral Basílica. Ainda seminarista fez seu 1º sermão, em 1939, na novena de Nossa Senhora da Purificação, Santo Amaro, e ainda diácono fez o 1º sermão em missa solene presidida pela Arcebispo, em Itaparica, festa de São Lourenço em 10 de agosto de 1941.

Em 22 de fevereiro de 1942, tomou posse da sua 1ª paróquia, São Cosme e S. Damião, na Estrada da Liberdade, sendo seu 1º vigário. Neste mesmo ano, começou a ensinar Latim no Colégio da Soledade. Após sete anos foi transferido para ensinar Latim e História no Seminário de Itaparica. Foi capelão dos Maristas, das Doroteias, do Rosário no Pelourinho.

Em 1951, foi nomeado Vigário da Paróquia de Cristo-Rei e São Judas Tadeu, onde construiu a matriz, inaugurando-a em 1960, tendo vindo de Santo Amaro a gloriosa imagem da Virgem da Purificação abençoar a festa. Neste período, foi professor de História da Filosofia, História Eclesiástica, Patologia e Apologética Científica no Seminário Maior da Bahia. Professor no Ginásio D. Macedo Costa, na Faculdade de Filosofia, no Colégio Militar, na Escola Técnica Federal da Bahia, onde lecionou 25 anos.

Em 1968, Dom Eugênio de Araújo Salles transferiu-o para a Paróquia de Nossa Senhora da Vitória, incentivando o apostolado em favor dos pobres, colocando uma comunidade abastada a serviço dos carentes: com uma assistência médico-dentária funcionando ao lado da igreja e duas creches; uma, no Campo Grande, e outra, na Rua da Flórida. Na sua vida já percorreu estados e cidades levando a mensagem da fé, tendo proferido mais de 3000 sermões. Por muitos anos, padre Sadoc foi Vigário Geral para o Clero de Salvador.

Foi eleito em 7 de março de 1990, Membro da Academia de Letras da Bahia, tomou posse em 16 de outubro de 1990, no salão nobre da atual sede, sendo saudado por Thales de Azevedo.

Monsenhor Gaspar Sadoc faleceu aos 100 anos.

Diante do exposto, solicitamos o apoio dos nobres Pares para a aprovação do Projeto de Lei que ora propomos

Sala das Sessões, 23 de setembro de 2016.

Leo Prates
Vereador
Líder do Democratas / Vice-Líder do Governo
Comissão de Constituição e Justiça e Redação Final / Comissão de Planejamento Urbano e Meio Ambiente

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